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Sintius cobra da CPFL avanços e critica impasse nas negociações da PLR e ACT

Representantes do Sindicato dos Urbanitários (Sintius) e das demais entidades que representam os trabalhadores da CPFL Piratininga voltaram a demonstrar forte insatisfação com a postura adotada pela empresa durante mais uma rodada de negociações sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026 e o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A reunião foi realizada no Hotel Nacional Inn, em Campinas, na última quinta-feira (18).

O principal motivo das críticas foi a falta de avanços concretos nas discussões sobre a PLR 2026, cuja negociação se arrasta há mais de um ano sem que a companhia tenha apresentado uma contraproposta considerada satisfatória pelas entidades sindicais. A demora evidencia uma postura de intransigência da empresa diante de uma pauta considerada estratégica para a valorização da categoria.

 

ACT segue sem contraproposta

Em relação ao ACT, a CPFL informou que as reivindicações apresentadas pelos sindicatos foram divididas em quatro grupos: itens passíveis de inclusão em proposta futura, temas ainda sem definição interna, cláusulas cuja manutenção é defendida pela empresa e reivindicações consideradas inviáveis.

Questões como calendário de compensação de pontes de feriados, rescisões por aposentadoria e licenças diversas permanecem em análise. Já benefícios como assistência médica e odontológica, adicionais de periculosidade e turno, férias e jornada de trabalho deverão permanecer inalterados, segundo a empresa.

Por outro lado, a CPFL sinalizou que não pretende atender alguns itens, como abono por perda de massa salarial, ampliação das licenças maternidade e paternidade e adesão automática ao plano de previdência complementar.

Ao final da reunião, os sindicatos reforçaram a necessidade de que a negociação da PLR seja concluída antes do ACT e defenderam a abertura efetiva do diálogo sobre todas as cláusulas constantes das pautas aprovadas pelos trabalhadores.

As entidades também querem melhorias no plano de saúde, aperfeiçoamento do processo de emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), combate ao assédio moral, isonomia salarial entre homens e mulheres, valorização da carreira dos eletricistas, ampliação dos treinamentos, atualização dos quadros mínimos de pessoal, pagamento de horas extras em deslocamentos, equiparação salarial entre trabalhadores de diferentes distribuidoras do grupo, além de medidas voltadas à qualidade de vida e à proteção do emprego.

Outro ponto levantado pelos dirigentes sindicais foi a utilização de grupos de trabalho em aplicativos de mensagens por meio de celulares particulares, inclusive fora da jornada, prática considerada inadequada pelas entidades.

As próximas rodadas de negociação do ACT estão agendadas para os dias 1º e 13 de julho, às 10 horas, novamente no Hotel Nacional Inn, em Campinas. Crie uma imagem horizontal que reflita a matéria, com o título em destaque e o logo do SINTIUS discretamente