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Imprensa regional repercute insegurança na ETA 3 de Cubatão e descaso da Sabesp

A grave situação de vulnerabilidade e os riscos enfrentados pelos trabalhadores da Estação de Tratamento de Água (ETA) 3, localizada em Cubatão, ganharam forte repercussão na imprensa regional. Na noite da última segunda-feira (31), a Santa Cecília TV exibiu uma reportagem aprofundada sobre o caso, ouvindo o Sindicato dos Urbanitários (Sintius) para expor o cenário de terror vivido pela categoria e o perigo iminente que isso representa para toda a sociedade.
Invasões recorrentes, o roubo sistemático de cabos e a extrema fragilidade na segurança física da planta colocam em risco não apenas a integridade dos empregados, mas o abastecimento de água de quatro municípios da Baixada Santista.
A Diretoria do Sintius tem cobrado providências da companhia há tempos. Ofícios formais foram enviados recentemente à direção da companhia, reiterando problemas graves que já haviam ocorrido em 2025 e em ocasiões anteriores. Porém, as soluções apresentadas têm sido insatisfatórias.
A direção da Sabesp tenta tratar o tema estritamente como uma questão corporativa interna, fechando os olhos para o fato de que o problema já extrapolou esse âmbito.
No último domingo, a empresa emitiu um comunicado à imprensa para informar que uma ação criminosa na unidade danificou equipamentos importantes, comprometendo o abastecimento de água em Cubatão, Guarujá, Santos e São Vicente, provocando baixa pressão e falta d’água.
Portanto, a vulnerabilidade da ETA 3 tornou-se uma questão de segurança pública e de saúde coletiva. O risco vai muito além do furto de fios e equipamentos: há o perigo real de que invasores tenham acesso aos tanques e possam introduzir substâncias na água, comprometendo o abastecimento de milhares de pessoas.

A realidade na ponta: equipes reduzidas e medo constante
Na unidade trabalham cerca de 50 pessoas no total, incluindo trabalhadores próprios e terceirizados. Para esses companheiros, o local de trabalho transformou-se em um cenário diário de pavor.
Operando em turnos contínuos, inclusive de madrugada, os operadores convivem com a ameaça real de invasões de criminosos que chegam facilmente de barco pelo rio nos fundos, pulando muros baixos ou destruindo grades. A unidade acumula um histórico preocupante de invasões e furtos em que funcionários já foram rendidos e mantidos como reféns, sem contar com vigilância armada ostensiva ou escolta adequada.
O Sintius continuará cobrando medidas efetivas da Sabesp, levando a denúncia à imprensa e para os órgãos competentes. A vida dos trabalhadores e a segurança da água que chega à casa da população não podem ser tratadas com descaso e silêncio corporativo.