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Cetesb apresenta proposta de reajuste de 3,47% no ACT, mas sindicatos cobram ganho real nos benefícios

A terceira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos trabalhadores da Cetesb, realizada na tarde desta segunda-feira (11), em São Paulo, marcou a apresentação da primeira proposta econômica da empresa para a campanha salarial deste ano. Apesar de manter direitos considerados importantes pela categoria, a Diretoria do Sindicato dos Urbanitários (Sintius) avalia que os avanços ainda estão abaixo das reivindicações defendidas pelos companheiros.
A companhia propôs reajuste salarial e dos benefícios de 3,47%, índice correspondente ao IPC-Fipe acumulado nos últimos 12 meses. Além disso, garantiu a renovação das cláusulas econômicas e sociais já existentes no ACT, o reconhecimento da data-base e a manutenção da garantia de emprego de 96% do quadro funcional.
Outro ponto apresentado pela empresa foi a possibilidade de migração de créditos entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação. A Cetesb também propôs a realização da campanha de vacinação contra a influenza em 2026.
A empresa comunicou que fará o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2025, previsto inicialmente para maio deste ano, proposta que gerou preocupação entre as entidades sindicais. O valor líquido é de cerca de R$ 13.500,00.

Sindicatos cobram valorização dos trabalhadores
Mesmo com a apresentação da primeira proposta econômica, o Sintius e as demais entidades sindicais defenderam avanços mais expressivos para a categoria.
Os representantes dos trabalhadores cobraram reajuste salarial e dos benefícios com base no índice do IPCA, além de aumento real (correção acima da inflação) nos valores do vale-alimentação e vale-refeição. As entidades também reivindicaram o retorno da cesta de Natal, considerada uma demanda histórica da categoria.
Outro ponto defendido pelos sindicatos foi o pagamento da evolução do atual Plano de Carreira e a implantação do novo Plano de Cargos e Salários (PCS).
Por fim, no que diz respeito à vacinação, as entidades solicitaram que a empresa garanta, além da vacinação contra a influenza, a imunização contra dengue e herpes-zóster.

Inclusão e qualidade de vida entram na pauta
Além das questões econômicas, os sindicatos protocolaram dois pedidos para serem avaliados pela Comissão de Política Salarial (CPS), do Governo do Estado.
O primeiro trata da concessão de jornada diferenciada para empregados com Pessoa com Deficiência (PcD), Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou trabalhadores com dependentes nessas condições, nos moldes do Decreto 69.045/2024.
Já o segundo pedido busca garantir aos empregados acesso à Plataforma de Bem-Estar, benefício voltado à utilização de academias e atividades físicas.
A próxima reunião de negociação entre as partes está agendada para o próximo dia 20.