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Sem proposta, sem ACT: sindicatos pressionam CPFL por avanço na PLR 2026

A reunião de negociação realizada na última quinta-feira, dia 26, em Campinas, entre os sindicatos e a CPFL sobre o novo modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2026 terminou sem avanços concretos. O encontro reforçou o clima de insatisfação do Sindicato dos Urbanitários (Sintius) e das demais entidades que representam os trabalhadores diante da demora na construção de uma proposta que atenda às expectativas dos trabalhadores. Afinal, a discussão se arrasta desde abril do ano passado. Durante a reunião, a empresa informou que não teria condições de atender às reivindicações apresentadas pelos sindicatos, sob a justificativa de que as mudanças no modelo de PLR gerariam elevado impacto financeiro. Diante da falta de progresso, o Sintius e as demais entidades foram categóricos: a negociação do próximo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) só terá início após a conclusão do debate sobre a PLR. Para os sindicatos, não é possível avançar em novas discussões sem antes ter uma definição sobre a PLR 2026. As entidades mantêm a defesa de uma proposta que assegure maior equidade entre os trabalhadores, com o cálculo da PLR baseado em 1,5% do EBITDA da CPFL — indicador que reflete o desempenho operacional da companhia. Além disso, os sindicatos seguem cobrando mais transparência na divulgação dos dados utilizados para o pagamento do benefício. Outro ponto central da pauta é o fim da chamada “linha de corte”, mecanismo que exclui parte dos empregados do recebimento integral ou parcial da PLR e que, na avaliação das entidades, contraria o princípio de participação coletiva nos resultados da empresa. Ao final do encontro, os sindicatos cobraram que a CPFL apresente, na próxima reunião, uma proposta concreta que possa ser levada ao conhecimento dos trabalhadores. Uma nova rodada de negociação foi agendada para o dia 26 de março, às 10 horas, em Campinas.