A reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2026 da CPFL Piratininga, realizada nesta quarta-feira (1º de julho), em Campinas, terminou sem acordo.
Embora a empresa tenha apresentado uma proposta com avanços em relação às rodadas anteriores, o Sindicato dos Urbanitários (Sintius) e as demais entidades representativas dos trabalhadores entenderam que ainda há espaço para evoluir em pontos considerados fundamentais para a valorização da categoria.
Por esse motivo, os sindicatos apresentaram uma contraproposta unificada. A empresa se comprometeu a analisar os novos pleitos e apresentar uma resposta na próxima rodada de negociação, marcada para o dia 17 de julho.
O Sintius foi representado pelo presidente, Tanivaldo Monteiro Dantas, pelo secretário-geral, Idylio Matheus Martins Santos, pelo secretário de Administração, Rogério Marques, e pelo diretor de base Ricardo Votta.
Proposta para o ACT
Entre os principais pontos da proposta de ACT da empresa está a manutenção da vigência do acordo por dois anos, sem previsão de ganho real nos salários e benefícios. Para 2026, a companhia ofereceu reajuste de 4,72%, correspondente à reposição integral da inflação medida pelo IPCA, além da aplicação do mesmo índice sobre diversos benefícios.
A CPFL também propôs reajuste de 5,22% para o vale-alimentação e o vale-refeição, além de 6,22% para o vale-natal.
Apesar de reconhecerem a evolução das negociações, os sindicatos avaliaram que a proposta ainda não contempla a valorização reivindicada pelos trabalhadores, principalmente por não prever ganho real durante os dois anos de vigência do acordo.
Diante desse cenário, as entidades apresentaram uma contraproposta conjunta defendendo reajuste salarial correspondente ao IPCA mais 3% de aumento real, reajuste de 10% no vale-alimentação e no vale-refeição, melhorias no vale-natal, no auxílio-creche e no piso salarial dos empregados das agências de atendimento.
PLR 2026
Em relação à PLR 2026, a empresa propôs reajuste do Valor Mínimo de Referência (VMR) para R$ 7,3 mil, o que representa correção de 6,94%, além da exclusão da linha de corte de 31 de dezembro de 2024 para pagamento do benefício e da substituição do indicador comercial FER pelo Client Score. Para 2027, a companhia propôs elevar o target de referência para 1,9 salário-base, o que representaria ganho real de 5,5%.
Já os sindicatos defenderam, para 2026, a elevação do target para 2 salários-base, VMR de R$ 8,5 mil e a inclusão de mecanismo de superação em todos os indicadores, além da revisão da meta ou do peso do Client Score, de forma a garantir condições mais justas para o seu atingimento.
Para 2027, a contraproposta prevê target de 2,5 salários-base, VMR de R$ 9 mil e a adoção de superação em todos os indicadores da PLR.
Ao final da reunião, a CPFL informou que analisará a contraproposta apresentada pelas entidades sindicais e divulgará seu posicionamento na próxima rodada de negociação, marcada para o dia 17 de julho, às 10 horas, em Campinas.