Representantes da CPFL Piratininga, do Sindicato dos Urbanitários (Sintius) e das demais entidades sindicais que representam os trabalhadores da companhia participaram, na manhã desta segunda-feira (1º), da primeira reunião de negociação da campanha salarial 2026. O encontro foi realizado no Hotel Nacional Inn, em Campinas.
Nesta rodada inicial, a empresa confirmou a manutenção da data-base em 1º de junho e garantiu a prorrogação das cláusulas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) até o dia 13 de julho. A medida é considerada fundamental pelas entidades sindicais, pois assegura os direitos já conquistados pela categoria durante o período de negociação, evitando prejuízos aos trabalhadores.
Durante a reunião, os sindicatos apresentaram e defenderam uma série de reivindicações consideradas prioritárias para a categoria. Entre elas estão a manutenção da vigência do ACT por dois anos, com negociação apenas das cláusulas econômicas em 2027, reajuste salarial e dos benefícios com ganho real acima da inflação, pagamento do 13º dos vales alimentação e refeição e a implementação de políticas voltadas à valorização dos trabalhadores.
A pauta também inclui estabilidade no emprego, ampliação do auxílio-creche para os trabalhadores do sexo masculino, destinação de 1% do orçamento da empresa para movimentação de pessoal por desempenho, criação de um plano de carreira para empregados das áreas Comercial e Administrativa, avaliação do retorno da compensação das pontes de feriados e pagamento de horas extras desde o momento do acionamento, incluindo o período de deslocamento.
Ao todo, os sindicatos protocolaram 165 reivindicações. A empresa informou que fará uma análise detalhada da pauta e apresentará suas considerações nas próximas rodadas de negociação.
As próximas reuniões da campanha salarial já estão agendadas para os dias 18 de junho, 1º de julho e 13 de julho, sempre às 10 horas.

PLR segue sem avanço
Outro tema debatido durante o encontro foi a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026. Os representantes dos trabalhadores voltaram a criticar a postura da empresa, que até o momento não apresentou uma contraproposta para o tema.
A negociação da PLR já se arrasta há aproximadamente um ano sem avanços concretos. Diante desse cenário, as entidades reforçaram que não concordam em vincular a discussão da PLR às negociações do ACT e cobraram uma posição mais efetiva da CPFL para que as tratativas avancem.