O Sindicato dos Urbanitários (Sintius), em conjunto com as demais entidades representativas dos trabalhadores da ISA Energia Brasil, participou da quarta rodada de negociações sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026 nesta quarta-feira (29). Apesar das expectativas, o desfecho da reunião foi a rejeição da proposta apresentada pela companhia.
Embora a empresa tenha sinalizado avanços em cláusulas administrativas e de acompanhamento, o pacote final foi considerado insuficiente pelos sindicatos, uma vez que a ISA Energia Brasil demonstrou intransigência em avançar em pontos financeiros fundamentais que impactam diretamente o bolso do trabalhador.
Entre as melhorias registradas na mesa de negociação, destaca-se a vitória sindical na preservação de direitos históricos ao retirar a cláusula que restringia o pagamento da PLR para trabalhadores que pedissem demissão ou realizassem acordos bilaterais, garantindo a proporcionalidade do benefício.
Além disso, houve um aceno positivo quanto ao fluxo de caixa do trabalhador, com a proposta de antecipar o adiantamento para julho de 2026, estabelecendo o valor de R$ 6.350,00.
No campo da transparência, a empresa também concordou em realizar reuniões periódicas e fornecer relatórios trimestrais para que os sindicatos possam acompanhar de perto o desempenho dos indicadores.
No entanto, esses avanços não foram capazes de compensar a postura rígida da empresa nos itens de maior peso econômico. O principal impasse reside na parcela fixa: enquanto os sindicatos reivindicavam o valor de R$ 11.000,00 como forma de distribuir os lucros da companhia de maneira mais justa, a ISA Energia Brasil manteve a proposta de R$ 7.863,90, corrigida apenas pela inflação (IPCA), o que não configura ganho real.
Da mesma forma, a empresa rejeitou a ampliação do teto da parcela variável de 40% para 45% da remuneração e negou a garantia mínima de 1.5 salário para o cumprimento total das metas, mantendo o modelo atual que é visto como limitador pela categoria.
Outro ponto determinante para a rejeição foi a manutenção de indicadores complexos sem a devida flexibilização. A representação dos trabalhadores pleiteava a redução do peso da Parcela Variável Global e o uso de novos indicadores, como o IQM e a Unitização, apenas para fins de acompanhamento neste primeiro ciclo, sem impactar o pagamento. Porém, a companhia insistiu na manutenção da proposta original, mantendo o rigor técnico e a pressão sobre as metas operacionais.
Diante deste cenário, o Sintius e as demais entidades seguem firmes na cobrança por uma proposta em uma próxima reunião, ainda sem data marcada, que reconheça o esforço dos urbanitários e apresente valores condizentes com a solidez financeira da ISA Energia Brasil.
Proposta de PLR 2026 da ISA Energia é rejeitada pelos sindicatos
29
abr
2026