A 6ª rodada de negociação sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2026 da CPFL Piratininga, realizada na tarde desta terça-feira (28), terminou novamente sem avanços significativos nas propostas apresentadas pela empresa. O Sindicato dos Urbanitários (Sintius) e as demais entidades que representam os trabalhadores reforçaram a cobrança por um modelo de PLR mais justo e que contemple adequadamente a categoria, após a empresa desconsiderar totalmente as sugestões unificadas das instituições apresentadas no último encontro. Entre os pontos apresentados pela empresa nesta sexta reunião estão a exclusão da linha de corte para pagamento mínimo da PLR (atualmente fixada em R$ 6.826,00) e a aplicação do índice de inflação (IPCA) de 4,26%, acrescido de 1% de aumento real, totalizando 5,26%. Com isso, o valor mínimo de referência passaria para R$ 7.185,37. A proposta também prevê o pagamento da PLR em duas parcelas, sendo a primeira em 18 de setembro de 2026 e a segunda em 20 de abril de 2027, além da substituição do indicador FER por outro a ser discutido na próxima reunião. O modelo apresentado pela empresa tem validade de um ano, de janeiro a dezembro de 2026, mantendo os demais itens sem alterações. Durante a reunião, houve uma sinalização por parte da empresa sobre a possibilidade de discutir um acordo com vigência de dois anos. No entanto, a proposta não avançou por ausência de melhorias nos aspectos financeiros. Diante do impasse, uma nova rodada de negociação foi agendada para o dia 18 de maio, em Campinas.
Negociação da PLR na CPFL segue sem avanços e trabalhadores cobram proposta mais justa
29
abr
2026