O Ministério da Saúde iniciou os estudos para incluir a vacina contra o herpes-zóster no Plano Nacional de Imunização (PNI), o que permitirá sua oferta gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026. Atualmente, o imunizante está disponível apenas na rede privada, com custo de até R$ 2 mil pelas duas doses recomendadas.
O processo de incorporação segue etapas técnicas e legais, como a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avalia segurança, eficácia, viabilidade econômica e logística da vacina. A decisão passa ainda por consulta pública e pode levar até um ano.
O imunizante tem eficácia superior a 90% na prevenção das formas graves da doença e é essencial para evitar complicações, como a neuralgia pós-herpética. Trata-se de uma ferramenta fundamental na redução da morbidade e do sofrimento dos pacientes.
O que é a herpes-zóster?
Conhecida como cobreiro, a herpes-zóster é causada pelo vírus Varicela-Zóster — o mesmo da catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece latente no organismo e pode ser reativado anos depois, especialmente em pessoas com baixa imunidade ou com mais de 60 anos.
A doença provoca dor, formigamento e bolhas na pele, geralmente em apenas um lado do corpo. As lesões cicatrizam em até quatro semanas, mas podem deixar sequelas como dores crônicas, danos neurológicos ou complicações oculares. Casos graves podem ocorrer em pessoas imunossuprimidas.
De 2015 a 2024, o Brasil registrou mais de 300 mil casos de varicela, incluindo episódios de catapora e herpes-zóster.