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Enquanto Governo Federal tentar conter preços, estados decidem elevar ICMS de combustíveis

A partir de fevereiro de 2027, as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha serão reajustadas, com impacto direto no orçamento das famílias.
A decisão foi tomada na última terça-feira (27), pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne representantes dos estados e do Governo Federal.
Vale lembrar que o ICMS é um tributo estadual. Com o reajuste, o preço do litro da gasolina terá um aumento de R$ 0,07 (4,5%). No caso do diesel, a alta será de R$ 0,13 (11,1%) por litro. Já o gás de cozinha terá um acréscimo de R$ 0,91 (4,8%) no botijão de 13 quilos.

Os reajustes nas alíquotas, no entanto, não significam que esses valores serão necessariamente repassados integralmente ao consumidor final.
Enquanto os governadores decidiram aprovar o aumento do ICMS, o Governo Federal adotou uma medida em sentido contrário e anunciou, no mesmo dia, a prorrogação por 30 dias da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel. A iniciativa busca amenizar os efeitos da instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio aos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
O aumento do diesel pode provocar efeitos que vão além dos postos. Como o combustível é utilizado por caminhões responsáveis pelo transporte de alimentos, medicamentos, produtos de higiene, materiais de construção e diversas outras mercadorias, a alta pode elevar os custos de distribuição.
Esse encarecimento tende a ser repassado ao consumidor final, pressionando os preços nos supermercados, farmácias e demais estabelecimentos comerciais. Com isso, o reajuste também pode comprometer o poder de compra da população, inclusive de quem não possui carro ou moto.