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Sintius cobra da Sabesp medidas para proteger trabalhadores contra invasões em unidades operacionais

TANIVALDO DO SINTIUS COBRA SABESP MEDIDAS DE SEGURANÇA

Representantes da Sabesp e dos sindicatos se reuniram na tarde da última quinta-feira (10) para discutir os problemas de segurança nas unidades operacionais da companhia e os riscos enfrentados diariamente pelos trabalhadores. Porém, o encontro terminou sem um plano concreto para reforçar a proteção dos trabalhadores.
Apesar da urgência do tema, as medidas adotadas pela empresa são consideradas insuficientes para garantir a segurança dos companheiros e comprovam que a proteção aos empregados não é tratada como um assunto prioritário.
A reunião foi provocada após mais uma invasão à ETA 3, em Cubatão, registrada no final de agosto. O caso foi denunciado pelo Sindicato dos Urbanitários (Sintius) e repercutiu na imprensa regional, principalmente porque a ação dos criminosos provocou a interrupção de equipamentos da unidade e comprometeu o abastecimento de água de quatro municípios da Baixada Santista.

Durante o encontro, a Sabesp, representada por Paulo Roberto Godoi Beltrame, diretor de Compras e Serviços Corporativos, e Willian Domingues das Neves, gestor de Relações do Trabalho, apresentou informações sobre as ações que vêm sendo adotadas para tentar reduzir roubos e furtos nas unidades.
Entre as medidas mencionadas estão investimentos em tecnologia, ampliação do uso de câmeras e equipamentos de monitoramento, criação de salas para acompanhar a movimentação nas instalações e articulações com forças policiais e prefeituras para ampliar rondas e a presença de agentes motorizados.

Atitudes insuficientes.

Para os sindicatos, porém, a apresentação não respondeu ao principal problema levantado pelas entidades: como garantir a segurança dos trabalhadores que permanecem nessas unidades durante a ocorrência de invasões ou outras situações de risco.
O Sintius questionou a política de segurança da companhia e defendeu que a proteção dos empregados seja tratada como prioridade. Segundo as entidades, a exposição constante a roubos, invasões e situações de violência pode provocar impactos psicológicos e também está relacionada às obrigações de prevenção previstas nas normas de segurança e saúde no trabalho.

Durante a reunião, o Sindicato defendeu uma maior autonomia para as estruturas regionais na adoção de providências relacionadas à segurança. Afinal, a centralização de decisões em São Paulo reduziu a capacidade de resposta das equipes locais, que anteriormente contavam com maior autonomia das unidades regionais.
O Sintius continuará cobrando da Sabesp medidas efetivas para garantir que os trabalhadores possam exercer suas atividades sem ficar expostos diariamente ao risco de invasões, furtos e violência.