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SINTIUS É CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SANEAMENTO E DAS ÁGUAS DO BRASIL

 

SINTIUS É CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SANEAMENTO E DAS ÁGUAS DO BRASIL

A criação de uma frente nacional contra a Medida Provisória (MP) que altera o marco regulatório do Saneamento e a realização de um amplo debate com os trabalhadores da Sabesp sobre essa tentativa do Governo Federal, com o objetivo de favorecer o setor privado, são algumas das propostas definidas na audiência pública contra a privatização do Saneamento e das Águas do Brasil. O evento foi realizado na noite da última terça-feira, dia 6, na Assembleia Legislativa.

Promovido pelos deputados estaduais Teonilio Barba e Alencar Santana (ambos do PT), o encontro contou com a participação da Diretoria do Sindicato dos Urbanitários de Santos e Região (Sintius), que se manifestou, de forma veemente, contra essa MP que está sendo editada pelo presidente Michel Temer (MDB) por conta da insegurança que provocará aos trabalhadores de estatais, como a Sabesp, e dos prejuízos causados à população, em especial a dos pequenos municípios e periferias das médias e grandes cidades.

O presidente do Sintius, Carlos Alberto de Oliveira Cardoso, o Platini, afirmou que essa nova MP apenas comprova que o verdadeiro golpe ocorreu somente após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e afetou a maioria da sociedade brasileira, devido aos inúmeros itens do pacote de maldades apresentado por Temer, como o congelamento de investimentos públicos e as reformas Trabalhista e da Previdência.

“Quero dizer que estamos inconformados diante de toda essa situação. O que impera hoje é o capitalismo puro. Estamos vendo insistentemente o capital migrando de um lado para o outro, visando sempre ao lucro. Isso também afeta diretamente o nosso setor, com total apoio do Governo Federal", afirmou.

Por conta dessa influência, Platini criticou o fato de a Assembleia Legislativa ter aprovado em cerca de um mês o projeto de lei que cria holding controladora da Sabesp, o que prepara a companhia para ser capitalizada e receber investimentos privados em uma oferta de ações. 

"Antigamente, a gente sabia quem eram os donos das empresas, mas hoje quem detém o poder de muitas delas são os fundos de pensão estrangeiros. Isso dificulta ainda mais as nossas ações. Precisamos rever os nossos conceitos e ter uma luta ainda mais intensa a partir de agora", destacou Platini.

Para evitar que capital privado controle as reservas de água do Brasil, o presidente do Sintius ressaltou a necessidade de realizar mais encontros com lideranças, bem como de fomentar esse debate e informar melhor os trabalhadores. Somente assim será possível construir um movimento de resistência com o apoio da sociedade civil.